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O Nosso Herói em seu Verdadeiro Lar

Escrevo o que me é sentimento.

Lembro do primeiro dia que fomos te buscar, um dia de chuva à noite.
Você tão pequeno logo nos chamou a atenção, por ser o mais quietinho - não teve hesitação, era você.

No início, nos deu trabalho.
A verdade, nós quem te dêmos - pela nossa inexperiência em ter de cuidar. Aprendemos.

A cada dia mais te amamos e amamos.

Pela manhã, saia com sua mãe mais cedo da cama para tomar o café. E por cedo ser, voltava para junto do seu pai, o mais dorminhoco.

Acordávamos novamente e você me acompanhava até o sofá, para o carinho matinal - espreguiçando-se numa pose de ioga não conhecida por humanos (apenas por lobinhos) e depois deitando com a barriga pra cima, ansiando pra uma coçadinha nela.
Ah, os seus olhos falavam sem dizer.

Você pensava mais rápido que sua mãe e seu pai juntos. Absorvia conhecimento e punha em prática numa velocidade tremenda. Sua mãe dizia que ela te treinou - cá entre nós, você sempre soube, né?

Quando dava aquele horário da tarde, você já se aprontava, nos sondava querendo descer para o passeio. Se demorássemos, começava a reclamar, com tom manhoso e logo conseguia o que queria.

Meu encrenqueiro, de pouco tamanho tinha de sobra na valentia. Não deixa barato pra ninguém, de pequeno a grande - mas só para machos, seu sem vergonha. Para as fêmeas, sempre chamego.


Toda aquela calçada na frente de casa até o outro prédio, era sua e só sua.

Quando anoitecia, você ficava preguiçoso - só até achar sua “amante”: a caminha verde.

Falando em amante, um dia o destino nos pôs a encontrar uma lindeza como você - só que fêmea, a Ayla. De vocês dois, vieram frutas (com ”A” mesmo) porque eram duas menininhas, a Maya e a Zara.
A última ficou com a gente e você cuidou dela. Doou todos seus brinquedos e era o mais cavalheiro de todos, deixando-a brincar todas as vezes, zelando-a, sempre.


Você nos ensinou mais sobre o amor.

Um dia, enquanto deitado, coloquei minha mão no seu peito e ali, com a ponta dos dedos, senti o seu coraçãozinho batendo e
me recordei feliz: isso é Vida! Ao mesmo tempo, também me lembro em ter ficado triste - perdido num paradoxo, porque sabia que um dia não sentiria mais ele pulsando.
E esse dia triste chegou.

Daqui, cuidaremos de sua filha, Zara, a Zarinha, o amor deixado por você, em vida.   

Meu Tommy, tommynho, pretinho, meu bebezinho, meu lobinho, meu leãozinnho...

O que mais me angústia é que você possa ter pensado que estava só, pela nossa distância física neste fim de ano. Você não estava e desde que nos encontramos, nunca esteve meu amado companheiro. Somos uma família.

Meu amigão, por que tão cedo se foi?
Continuaremos lembrando de você com muita saudade e memórias espetaculares com todo sentimento bom que existe.


Seguiremos te amando até não nos restar o nada.
De seu pai e de sua mãe, com Amor.

Tommy, obrigado por nos ter ensinado sobre o Amor. Saudade Eterna...

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